O Morgado da Pedra-Má

Em fase de Escrita de Guião / Adaptação
Esta história relata os últimos dias de Dom João de Berredo e Chinchorro de Baticova, o Morgado de Pedra-Má. Um morgado que é o filho único e único herdeiro, normalmente associado a alguém que não vive do seu próprio esforço. 

No conto de José Rodrigues Migueis, em que se baseia esta história, o Morgado de Pedra-Má é um fidalgo autoritário que vive na sua mansão, isolado com os seus criados. Ganhou a designação de Morgado de Pedra-Má devido a uma ligação que tem com uma pedra que por vezes refletia a imagem de uma cruz. Essa imagem era vista como maligna.

O conto e o filme servem uma caricatura à sociedade na altura do verdadeiro morgado Francisco Barreto Botelho Chichorro Perdigão de Vilas-Boas, que nasceu em Góis em 1815.

Francisco foi nomeado aos 16 anos como Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e Capitão-Mor de Góis. Distinguiu-se ao comandar os Patuleias em várias batalhas a favor dos miguelistas – apoiando uma Monarquia ultraconservadora. 

O verdadeiro Morgado, que inspirou a história, tem uma relação com antecedentes familiares do realizador do filme, Miguel Chichorro. O próprio nome “Chinchorro” é parte da caricatura que José Rodrigues Migueis criou para dar vida a esta versão decadente dos poderosos.

A história passa-se em Góis, onde também o autor do conto tem antecedentes familiares: a terra natal da sua mãe.