Foto: Edgar Coelho

O Cinema das Sensações e das Memórias
Sempre me senti profundamente atraído pelas imagens em movimento e pelas narrativas latentes que se escondem em cada detalhe do mundo à minha volta.

Com uma paixão pela fotografia e pelo cinema, o meu trabalho cinematográfico procura cativar através de uma certa gramática visual, conjugada com a vontade de contar histórias simples que nos fazem parar, refletir e imaginar.

Sempre me senti fascinado pela possibilidade de uma imagem poder conter mil histórias. Uma fotografia não é apenas uma representação visual da realidade. É uma cápsula do tempo, um convite à introspecção, Sítios comuns ganham vida através da lente, transformando-se em cenários ricos de narrativas silenciosas.

Ao explorar o mundo do cinema, procuro levar até ao espectador esse meu olhar em movimento. Os meus filmes são uma combinação de poesia visual e micro-narrativa. Como cineasta, procuro contar histórias que, à primeira vista, parecem simples, mas que evocam reflexões sobre a humanidade e as emoções que nos movem.

O meu trabalho celebra a simplicidade e a complexidade da existência humana. Cada imagem é uma janela para desejos e sonhos. Para mim, o cinema é uma forma de convocar o espectador a explorar o mundo, através da sua capacidade de imaginar.


Biografia Resumida

Miguel Chichorro
Realizador, Diretor de Fotografia, Argumentista, Músico

Miguel Chichorro é cineasta e músico, com um percurso marcado pela intersecção entre memória e sensações. O seu cinema assume uma abordagem poética, criando micro-narrativas que exploram a introspecção, a paisagem e a condição humana. Trabalha regularmente na realização, direção de fotografia e pós-produção de filmes autorais, documentais e experimentais, com um olhar atento à densidade sensorial da imagem e ao ritmo interno das histórias.

A sua filmografia mais recente inclui obras como o documentário Da Terra (2025) – um retrato sobre a memória e significado da terra para as pessoas, tanto do ponto de vista económico como emocional; e a curta-metragem Aurora (2024) – um conto poético sobre infância e silêncio, nas sombras da violência e do isolamento rural. 

Foi distinguido com o prémio de Melhor Realização no Political Film Festival (2025) e Melhor Direção de Fotografia no DMOFF (2025) com “AURORA” (DoP Fernando Brito). Foi também distinguido com o prémio de Melhor Videoclipe no Entre-Curtas (2025) com “SPORTO” e os Prémios Melhor Realizador de Curtas Metragens no Portugal Indie Film Festival (2025) e Best Direction – Political Film Festival com “Da Terra”.

Integrou durante vários anos a equipa criativa do GBNT, Shaping Comunication, uma agência de comunicação sediada em Lisboa – desenvolvedo campanhas de comunicação e marca, na vertente de produção e realização audioviosual.

Paralelamente, desenvolve atividade musical entre a tradição e a experimentação. Fundou o grupo At-Tambur, nomeado para o prémio José Afonso em 2004, dedicado à reinvenção de sonoridades tradicionais e fusão, com passagem por festivais como o Andanças, o Festival Intercéltico do Porto e o Rock in Rio Lisboa. Integra atualmente o projecto Ilvrbeda Sacrvm, centrado na fusão entre harsh noise e instrumentação de raiz tradicional.


Colaborações

É sócio fundador da KINOKRONOS, uma associação cultural que dedica-se ao cinema e aos seus cruzamentos com outras áreas, através da criação e produção de filmes, mostras, festivais, exposições, projetos artísticos e formação. Promove atividades culturai participativas e sustentáveis, em colaboração com entidades locais e envolvendo a comunidade.

Miguel Chichorro colabora também regularmente com o Cine-Reactor 24i que desenvolve, desde 2005, o Curso Geral de Cinema, com o objetivo de promover o ensino e a prática do cinema, dotando os formandos de uma sólida cultura cinematográfica.

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